Razlogov: países BRICS estão criando uma alternativa ao modelo ocidental de festivais de cinema
NOVA DÉLHI, 03 de Setembro - RIA Novosti. Organização do Festival BRICS serve o propósito de criar uma alternativa para o modelo ocidental de festivais de cinema e prêmios de cinema, mas a criação do próprio "Óscar" vai levar tempo, considera um crítico de cinema russo Kirill Razlogov.

Na sexta-feira, em Nova Delhi lançou o primeiro Festival dos países BRICS. A iniciativa de organizar um evento como esse foi feita na cimeira de associação em Ufa em 2015 pelo Primeiro-Ministr o indiano Narendra Modi. Prevê-se que o festival vai se tornar anual e será conduzido pelo país-presidente da associação.

Filmes humanos

Programa de competição do festival inclui 20 filmes: quatro imagens de diferentes gêneros de cada país. O cinema russo foi apresentado por filmes: "Sobre o Amor", de Anna Melikyan, "A Batalha de Sebastopol", de Sergei Mokritskiy, "O melhor dia", de Zhora Kryzhovnikov, "14+", de Andrei Zaitsev.

Os filmes foram selecionados pelas instituições autorizadas em cada país. De acordo com palavras de Razlogov, que é copresidente do júri da Federação Russa, o horário do festival inclui diferentes gêneros.

"A diferença de este festival é que ele é feito a nível internacional. São próprios Estados, as suas instituições autorizadas que decidem quais filmes serão enviados para o Festival. Este festival é uma exposição de vários gêneros. Todos os países dirigiram diferentes gêneros. O programa final acabou de ser bastante interessante. É um cinema simples humano, que vai ser interessante para as pessoas comuns " - disse aos jornalistas russos Razlogov que representa a Rússia no júri do festival.

Seu Óscar

Falando sobre o festival BRICS, Razlogov recordou a ideia de criar uma Academia do Cine da Eurásia. O crítico de cinema salientou que a ideia ainda estava viva, se estava implementando, mas isso iria levar tempo.

"Óscar promovia-se por décadas", - explicou ele.

Conforme Razlogov, agora já chegou-se a um acordo com a Arménia, Cazaquistão, a Academia de Cinema de Pequim, no âmbito da ideia da Academia Eurasiana.

"Meu trabalho é encontrar parceiros na Índia", - disse ele.

Além disso, Razlogov referiu que pretendia abrir no quadro do Festival Internacional do Cinema de Moscou a plataforma BRICS, onde cada ano vai ser apresentado um filme de cada país membro da associação.

"Nós e os índios estamos dispostos a desenvolver o próprio modelo de festivais e prêmios, estamos prontos para ajudá-los nessa oposição do modelo ocidental", - disse ele.

Caminho para a tela mundial

O crítico de cinema também notou que, apesar do fato de que os países BRICS ter iniciado seu próprio festival de cinema, o problema de penetração de cinema de um país em outro mercado permanece muito desafiador.

"Entrar no mercado de distribuição Índico é difícil: já está capturado por um determinado tipo de filme, mas em todos os lugares há um nicho, em todos os lugares têm a oportunidade de ver filmes na Internet" - ele disse.

Segundo ele, a chave para resolver o problema da conquista de novos mercados é uma coprodução de filmes que devem ser desenvolvidos nos países BRICS.

"Se pudermos estabelecer uma coprodução, ficaria bem. Coprodução é a única maneira de conquistar o mundo. Na Europa, o nível de coprodução é de 80%, na Rússia cerca de 5%. Estes números falam por si mesmos", - acrescentou ele.

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